Segundo a W3C, a Web baseia-se em três pilares

  • Um esquema de nomes para localização de fontes de informações na Web – URI
  • Um protocolo para acessar estas fontes – HTTP
  • Uma linguagem para facilitar a navegação entre as fontes de informação – HTML

 Desenvolvido por Tim Berners-Lee, o HTML ganhou popularidade quando o Mosaic (1990) ganhou força. A partir daí, desenvolvedores e fabricantes começaram a utilizar o HTML como base, compartilhando as mesmas convenções.

Navegador Mosaic

 Até 1995, o HTML passou pelas versões HTML+, HTML 2.0 e HTML 3.0, e as diversas mudanças visavam o enriquecimento da linguagem. Em 1997, a W3C implementou a versão 3.2 da linguagem, fazendo com ela fosse tratada como prática comum – um padrão para apresentação de conteúdo nos browsers.

Uma vantagem do HTML é a interoperabilidade, ou seja, seu funcionamento independe de plataforma ou browsers. A informação publicada por este código, é acessível por dispositivos e outros meios com características diferentes, não importando o tamanho da tela, resolução, variação de cor.

Em 1998, a W3C publica as especificações do XHTML. Um novo padrão que deveria ser a sucessor do HTML e era baseado no recém-criado XML (1998). Apesar da evolução (XHTML 1.1), empresas e desenvolvedores reclamavam a falta de um melhor suporte a semântica por parte da linguagem.

Enquanto a W3C focava no desenvolvimento do XHTML 2.0, um grupo formado por desenvolvedores de empresas como Mozilla, Apple e Opera criaram o WHATWG (What Working Group) em 2004 e são os responsáveis pela criação e manutenção do HTML 5. Em 2009, a W3C abandona o projeto do XHTML 2.0 e se une a WHATWG para uma especificação padronizada da linguagem.

Um dos principais objetivos do HTML 5 é facilitar a manipulação do elemento, possibilitando o desenvolvedor fazê-lo de forma transparente, através de APIs e mantendo o site leve e funcional.

Novas tags foram criadas, modificadas, ou até mesmo excluídas. As versões anteriores do HTML não continham um padrão para a criação de seções comuns ou específicas de uma página (cabeçalho, menu, rodapé, etc).

A ideia de do código interoperável é que nenhum site precise alterar sua estrutura para continuar sendo compatível com os browsers atuais, para isto, a WHATWG tem mantido o foco na retrocompatibilidade.

Para agilizar a disponibilização de funcionalidades da nova tecnologia, o método de desenvolvimento foi dividido em módulos. Pequenos grupos responsáveis por cada módulo têm autonomia para lançar novidades a qualquer momento. O ponto negativo é que o ritmo de atualização dos browsers impacta diretamente na compatibilidade com estas funcionalidades.

Pelo gráfico de atualização dos browsers, observa-se um maior cuidado por parte das empresas em diminuir cada vez mais a janela entre os lançamentos de novas versões.